27 November 2007

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Estranho-me. Hoje em dia estranho-me. Deixei de vir aqui com a vontade e a frequência com que vinha. Tinha gosto em partilhar com o meu mundo a minha vida. Era uma forma de me manter em contacto muita gente, mesmo aquelas pessoas que não tenho tempo de conhecer com calma. Desenhava a minha vida em traço grosso, deixando transparecer apenas para aqueles que me conhecem bem tudo o que era importante. Hoje escondo-me mais. Tinha dito que o faria um dia. Precisava de espaço e de ter coisas só minhas. Acho que cresci. Hoje sei que há coisas que só se partilham numa mesa de café no calor de amizades firmes.
Apercebi-me que não quero partilhar-te. Não aqui. Quero as coisas de forma diferente. Quero tempo e calma. Quero sentir segurança no que faço e no que sinto. Não quero arrependimento. Quero manter-me transparente e fiel. Não quero esconder nada de mim. Não quero escorregar. Quero aprender a viver com os medos que tenho. Eventualmente quero supera-los.
Quero tempo para mim, só para mim. E quero tempo para ti, só para ti. Não quero castelos. Quero pedras. Construiremos o que quisermos construir do nada.

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