Há dias que me faz falta sentir aquela tua certeza
I'd like to see you, thought I'd let you know
I wanna be with you everyday
Cause I've got a feeling that's beginning to grow
And there's only one thing I can say
07 January 2009
05 January 2009
02 January 2009
Este ano, e talvez nos outros todos também tenha acontecido o mesmo, deixei este espaço sossegadinho mal começou a cheirar a rabanadas e laranjas por aí (se tivesse definido que o natal começava quando as iluminações chegam às ruas e aos centros comerciais tinha vindo cá a ultima vez em Agosto...). Já se passaram alguns anos desde que o natal deixou de surtir em mim "aquele" efeito. Acho que se perderam as crianças cá de casa. Acho que ficamos todos grandes de repente. Dizem que foi quando o meu avô morreu, a criança dentro de todos os filhos dele pareceu morrer também. E nós, crescemos todos com eles.
Este ano, que os pequenitos voltaram à nossa noite natalicia, projectei algo diferente. Mais pessoas, mais presentes, mais risos e mais horas. Menos televisão, menos filmes, menos silêncio. E assim foi. Mas a magia não voltou. Não ter a minha metade de mim perto provou-se mais complicado do que o que tinha imaginado. O que é curioso é que quando estamos juntos somos tão mais do que a metade que somos quando estamos separados...
Desde essa altura que o mundo anda meio estranho. Não sei se parou ou se acelerou o passo. Parece que anda tudo a lembrar-me que a vida não deve ser deixada em stand by. O mundo anda uma merda, os empregos andam uma merda, o tempo anda uma merda. Mas merda que seja pode acabar de um dia para o outro. Assim. Só assim.
Não avisa antes, não diz, não dá tempo. Não manda um postal a dizer "aproveita os teus amigos no proximo mês porque depois vais-te foder", "sai do emprego mais cedo, vai viver os teus filhos", "foge uns dias com o teu amor que um dia ele vai acabar". As coisas simplesmente acabam. Assim.
E não é só um pai que morre do dia antes do natal, o amigo que foi antes da hora, o número de acidentes com mortos que aparecem nos telejornais. São as separações, as lagrimas, as tristezas. São as brigas, o cansaço, os fins. Parece que nada dura. Nada. Nem mesmo aquilo que hoje bate tão forte.
Este ano, que os pequenitos voltaram à nossa noite natalicia, projectei algo diferente. Mais pessoas, mais presentes, mais risos e mais horas. Menos televisão, menos filmes, menos silêncio. E assim foi. Mas a magia não voltou. Não ter a minha metade de mim perto provou-se mais complicado do que o que tinha imaginado. O que é curioso é que quando estamos juntos somos tão mais do que a metade que somos quando estamos separados...
Desde essa altura que o mundo anda meio estranho. Não sei se parou ou se acelerou o passo. Parece que anda tudo a lembrar-me que a vida não deve ser deixada em stand by. O mundo anda uma merda, os empregos andam uma merda, o tempo anda uma merda. Mas merda que seja pode acabar de um dia para o outro. Assim. Só assim.
Não avisa antes, não diz, não dá tempo. Não manda um postal a dizer "aproveita os teus amigos no proximo mês porque depois vais-te foder", "sai do emprego mais cedo, vai viver os teus filhos", "foge uns dias com o teu amor que um dia ele vai acabar". As coisas simplesmente acabam. Assim.
E não é só um pai que morre do dia antes do natal, o amigo que foi antes da hora, o número de acidentes com mortos que aparecem nos telejornais. São as separações, as lagrimas, as tristezas. São as brigas, o cansaço, os fins. Parece que nada dura. Nada. Nem mesmo aquilo que hoje bate tão forte.
17 December 2008
12 December 2008
11 December 2008
"and every word is nonsense and I understand them all"
Diziam os Counting Crows já à uns anos na letra da musica Anna Begins, e aquilo, já na altura me dizia tanto. Sempre achei que aquela pessoa me iria perceber até a mais pequena variação no respirar. E percebe. Percebe até cada ponto mal colocado propositadamente nas sms. E eu amo-lhe, também, isso. Mesmo nos dias em que lhe digo que "não, não se passa nada"...
Diziam os Counting Crows já à uns anos na letra da musica Anna Begins, e aquilo, já na altura me dizia tanto. Sempre achei que aquela pessoa me iria perceber até a mais pequena variação no respirar. E percebe. Percebe até cada ponto mal colocado propositadamente nas sms. E eu amo-lhe, também, isso. Mesmo nos dias em que lhe digo que "não, não se passa nada"...
05 December 2008
Ás vezes os nosso medos não são só nossos...
"Se eu morresse hoje...
Só tinhas estado comigo meia hora para te despedires. Uma meia hora perdida, sem muito amor ou passagem pelos corpos, como que a decorar aqueles traços que jamais vamos ver. Se hoje fosse o meu último dia, a noite de fados ficaria para ti com outra rapariga que havia de gostar só de hip hop. O anel que sonhei ter não estaria na minha mão, ficaria para sempre numa montra perdida à espera de um romântico feliz. Não seria tua noiva vestida como uma princesa sorridente, de cabelo solto e pés descalços. O avião ficaria no aeroporto sem viajar para longe de Portugal. Ai se morresse hoje, não me ias levar a passear por tanto sitio que ficava por ver e amar. Não provaria um jantar feito por ti, enquanto espreitava por trás do teu ombro para a panela fumegante. Se o meu corpo deixaria de aqui estar, a lareira não queimaria lenha pelos dois numa casa fria. O tapete peludo seria só uma peça decorativa que pisavam sem reparar que ali estivemos nós. As garrafas de vinho continuariam na adega, sem festejos e risos de uma bêbada cheia de alegria, entre sorrisos apaixonados. O lençol não teria de ser passado, ganhava rugas com o tempo. O teu rádio tocaria todas as músicas que querias ouvir, sem o meu dedo para mudar mudar mudar sempre que era música má. A janela ficaria fechada porque o meu calor estava apagado. A tua barba ia ser cortada na mesma, porque és vaidoso. Só eu sei apreciar cada pormenor da vida. Os exageros terminavam comigo e a tua vida ia ser sossegada. Casa - trabalho e uns copos pelo meio. O teu telemóvel ia servir só para chamadas e as palavras doces deixavam a tua caixa de entrada. Onde andas? Ninguém vai querer saber. O cinema será uma tela escura, sem barulho de pipocas mesmo ao teu lado. Se morresse hoje não tínhamos direito ao nosso tecto em conjunto, com um sofá grande, abraçados a ver um filme qualquer. A Inês não ia chamar pelo pai, muito menos pela mãe. Ela nem teria tempo de nascer. Não tínhamos feito amor todas as vezes que merecíamos, no alto mar ou numa esquina qualquer. Quem olharias tu durante uma viagem? Os poemas deixariam de rimar, as cartas estariam sem palavras porque a tinta da caneta secara. O arroz de marisco picante que faço, a tua boca não ia comer mais. E nos dias frios? Com quem ias ralhar por só ter uma camisola vestida que gosta de tirar sem pensar duas vezes. Terias de ir ler as coisas antigas que escrevo para te recordares de como te amava. Podias começar a dormir até mais tarde aos fins-de-semana, sem andares à pressa para me levares a passear. As horas seriam lentas e nas noites de lua cheia as tuas lágrimas iriam cair porque “eu sou a lua”, dizia sempre, lembras-te? Com os dias não ias querer ver a noite. As estações da rádio iriam perseguir-te com as nossas músicas e tu ias buscar aqueles CDS que eu recusava ouvir. Mas até isso te ia lembrar de nós. Sempre a refilar aquela rapariga. Feitio. Podias ressonar sem incomodar, o meu descanso seria outro. Em dias de festas, não havia ninguém para te fazer rir enquanto te puxava para dançar. Estarias à vontade para falar com os teus amigos, de outras mulheres ou qualquer assunto. As minhas palavras deixariam os teus ouvidos surdos, sem festas na tua perna. Não terias pequenas coisas que são tanto importantes numa vida. Uma preocupação. Pela manhã não haveria um “bom dia”, de noite um “boa noite”. Ias dormir sem pensarem em ti. Serias mais um. Não serias anjo. Quem te ia pedir para dançar num castelo qualquer e te ia meter nervoso com isso? Os meus gritos faziam parte do passado e tu ias perdoar tudo o que tinha feito de mal. Não te ias perdoar pelo que não tinhas feito. Tantas vezes que desconfiavas ou alteravas o teu tom de voz. Não tinhas feito um esforço para morarmos numa casa humilde mas o suficiente para me fazer feliz. Deixaria de ter importância. A tua vida seria vivida com mais cautela, sem grandes planos. Não valeria a pena chorares, meu amor, não estaria cá para te limpar as lágrimas.
Se eu morresse hoje, um dia estaria outra no meu lugar, mas não seria eu. Eu sou eu!
(não tens medo de não teres tempo para mim?)
Aproveita-me enquanto viva."
(roubado aqui)
Só tinhas estado comigo meia hora para te despedires. Uma meia hora perdida, sem muito amor ou passagem pelos corpos, como que a decorar aqueles traços que jamais vamos ver. Se hoje fosse o meu último dia, a noite de fados ficaria para ti com outra rapariga que havia de gostar só de hip hop. O anel que sonhei ter não estaria na minha mão, ficaria para sempre numa montra perdida à espera de um romântico feliz. Não seria tua noiva vestida como uma princesa sorridente, de cabelo solto e pés descalços. O avião ficaria no aeroporto sem viajar para longe de Portugal. Ai se morresse hoje, não me ias levar a passear por tanto sitio que ficava por ver e amar. Não provaria um jantar feito por ti, enquanto espreitava por trás do teu ombro para a panela fumegante. Se o meu corpo deixaria de aqui estar, a lareira não queimaria lenha pelos dois numa casa fria. O tapete peludo seria só uma peça decorativa que pisavam sem reparar que ali estivemos nós. As garrafas de vinho continuariam na adega, sem festejos e risos de uma bêbada cheia de alegria, entre sorrisos apaixonados. O lençol não teria de ser passado, ganhava rugas com o tempo. O teu rádio tocaria todas as músicas que querias ouvir, sem o meu dedo para mudar mudar mudar sempre que era música má. A janela ficaria fechada porque o meu calor estava apagado. A tua barba ia ser cortada na mesma, porque és vaidoso. Só eu sei apreciar cada pormenor da vida. Os exageros terminavam comigo e a tua vida ia ser sossegada. Casa - trabalho e uns copos pelo meio. O teu telemóvel ia servir só para chamadas e as palavras doces deixavam a tua caixa de entrada. Onde andas? Ninguém vai querer saber. O cinema será uma tela escura, sem barulho de pipocas mesmo ao teu lado. Se morresse hoje não tínhamos direito ao nosso tecto em conjunto, com um sofá grande, abraçados a ver um filme qualquer. A Inês não ia chamar pelo pai, muito menos pela mãe. Ela nem teria tempo de nascer. Não tínhamos feito amor todas as vezes que merecíamos, no alto mar ou numa esquina qualquer. Quem olharias tu durante uma viagem? Os poemas deixariam de rimar, as cartas estariam sem palavras porque a tinta da caneta secara. O arroz de marisco picante que faço, a tua boca não ia comer mais. E nos dias frios? Com quem ias ralhar por só ter uma camisola vestida que gosta de tirar sem pensar duas vezes. Terias de ir ler as coisas antigas que escrevo para te recordares de como te amava. Podias começar a dormir até mais tarde aos fins-de-semana, sem andares à pressa para me levares a passear. As horas seriam lentas e nas noites de lua cheia as tuas lágrimas iriam cair porque “eu sou a lua”, dizia sempre, lembras-te? Com os dias não ias querer ver a noite. As estações da rádio iriam perseguir-te com as nossas músicas e tu ias buscar aqueles CDS que eu recusava ouvir. Mas até isso te ia lembrar de nós. Sempre a refilar aquela rapariga. Feitio. Podias ressonar sem incomodar, o meu descanso seria outro. Em dias de festas, não havia ninguém para te fazer rir enquanto te puxava para dançar. Estarias à vontade para falar com os teus amigos, de outras mulheres ou qualquer assunto. As minhas palavras deixariam os teus ouvidos surdos, sem festas na tua perna. Não terias pequenas coisas que são tanto importantes numa vida. Uma preocupação. Pela manhã não haveria um “bom dia”, de noite um “boa noite”. Ias dormir sem pensarem em ti. Serias mais um. Não serias anjo. Quem te ia pedir para dançar num castelo qualquer e te ia meter nervoso com isso? Os meus gritos faziam parte do passado e tu ias perdoar tudo o que tinha feito de mal. Não te ias perdoar pelo que não tinhas feito. Tantas vezes que desconfiavas ou alteravas o teu tom de voz. Não tinhas feito um esforço para morarmos numa casa humilde mas o suficiente para me fazer feliz. Deixaria de ter importância. A tua vida seria vivida com mais cautela, sem grandes planos. Não valeria a pena chorares, meu amor, não estaria cá para te limpar as lágrimas.
Se eu morresse hoje, um dia estaria outra no meu lugar, mas não seria eu. Eu sou eu!
(não tens medo de não teres tempo para mim?)
Aproveita-me enquanto viva."
(roubado aqui)
02 December 2008
01 December 2008
E ainda há gente que diz que EU sou esquisita... encontrei um site que fala de um livro, no mínimo, original!
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