Hoje esta frase cruzou-se comigo, ou eu cruzei-me com ela, e lembrei-me de ti.
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strenght to be gentle and kind
Morrissey
[eu sei que ainda muita coisa me faz lembrar de ti, mas este lembrar foi um lembrar diferente. Foi um lembrar do novo nós. Aquele em que tu tanto acreditas.]
24 July 2007
23 July 2007
22 July 2007
...
Em dias como o de hoje queria não ter razão. Mas sei que a tenho, a longo prazo pelo menos. Porque em dias como hoje vejo-nos morrer. Uma morte lenta, como algo que dissolve numa chuva miúda, e isso doí um pouco mais. Não sei se dói o morrer ou a certeza que não poderei recordar-te como queria, como merecia e como precisava. Precisava recordar-te como se recordam as flores que nos são oferecidas em alturas que não esperamos. Com aquela beleza do inesperado, do eterno, da intenção.E o telemóvel toca outra vez. Hoje em dia ele tem tocado as vezes que eu preciso mas não da forma que necessito. Porque sei que não és tu, a mostrar-me que estou errada e que faço parte do teu mundo, que te faço falta. Depois de uma noite calado quase acredito que da próxima vez serás tu, e dessa vez deixo que o coração bata um pouquinho mais forte dentro do peito até ver que não é o teu nome que encontro. Depois esqueço-me. Não de ti, mas daquilo que prometeste e das coisas que te prometi a ti.
Propositadamente quebro-te promessas. Para ser tudo aquilo que não esperas de mim. Porque isso torna as coisas mais fáceis. Então cravo um cigarro. Fito-o na minha mão e acendo-o. Lembro-de de ti, e de ti e de ti e das promessas que te fiz. E que quebro. Sorvo cada bocado daquele cigarro como a droga que é, e que nos mata, um pouquinho mais rápido. E depois enojo-me. Dói-me o estômago, a cabeça e a alma do nojo em que me transformei. Mato-me porque te quero, mato-me porque nos quero matar. E dói-me tirar-te de dentro de mim. Mas não páro. E acendo outro e outro, até que tudo em mim seja nojo e ódio.
Perdoa-me se te roubei a caixa que não tinha o meu nome escrito nela. Achei que poderia, que conseguiria, mas não consegui. Porque essas caixas não se roubam, porque essas caixas não se ficam. Mas eu tentei, porque tinha de tentar. E achei que conseguiria fazer de ti uma pessoa feliz, a pessoa mais feliz. Mas todas as caixas encontram o seu caminho, e hoje, como sempre, me dizem que a minha vem a caminho. Mas não chega, e eu não sei se aguento a espera. Não sei se aguento esperar por ti. Que dizem que sonhas comigo também, e que me imaginas, e me queres e me esperas. E eu espero por ti, e todos os dias desespero, e te perco e te acho em sonhos, sonhos tristes e dolorosos que tenho. E o tempo não passa, e tu não vens e eu deito tudo a perder e não te espero mais. Mas continuo a querer-te com a força que te quis a primeira vez que te sonhei. Mas tu não chegas. E eu desespero por te ver chegar. E desespero por pensar que poderás partir depois de chegares.
Mas voltando a ti, tu que foste aquele que achei que era o tu, mas não era. As promessas, as nossas promessas, foram feitas com aquela certeza de que se pode andar de sandálias pela praia numa noite de verão. Mas hoje, hoje aqui chove.
Propositadamente quebro-te promessas. Para ser tudo aquilo que não esperas de mim. Porque isso torna as coisas mais fáceis. Então cravo um cigarro. Fito-o na minha mão e acendo-o. Lembro-de de ti, e de ti e de ti e das promessas que te fiz. E que quebro. Sorvo cada bocado daquele cigarro como a droga que é, e que nos mata, um pouquinho mais rápido. E depois enojo-me. Dói-me o estômago, a cabeça e a alma do nojo em que me transformei. Mato-me porque te quero, mato-me porque nos quero matar. E dói-me tirar-te de dentro de mim. Mas não páro. E acendo outro e outro, até que tudo em mim seja nojo e ódio.
Perdoa-me se te roubei a caixa que não tinha o meu nome escrito nela. Achei que poderia, que conseguiria, mas não consegui. Porque essas caixas não se roubam, porque essas caixas não se ficam. Mas eu tentei, porque tinha de tentar. E achei que conseguiria fazer de ti uma pessoa feliz, a pessoa mais feliz. Mas todas as caixas encontram o seu caminho, e hoje, como sempre, me dizem que a minha vem a caminho. Mas não chega, e eu não sei se aguento a espera. Não sei se aguento esperar por ti. Que dizem que sonhas comigo também, e que me imaginas, e me queres e me esperas. E eu espero por ti, e todos os dias desespero, e te perco e te acho em sonhos, sonhos tristes e dolorosos que tenho. E o tempo não passa, e tu não vens e eu deito tudo a perder e não te espero mais. Mas continuo a querer-te com a força que te quis a primeira vez que te sonhei. Mas tu não chegas. E eu desespero por te ver chegar. E desespero por pensar que poderás partir depois de chegares.
Mas voltando a ti, tu que foste aquele que achei que era o tu, mas não era. As promessas, as nossas promessas, foram feitas com aquela certeza de que se pode andar de sandálias pela praia numa noite de verão. Mas hoje, hoje aqui chove.
20 July 2007
Feeling through music...
Será que é tempo que lhe falta pra perceber,
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
18 July 2007
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Ontem foi noite de epifanias. Ontem foi o verdadeiro fechar do circulo. E eu sabia que o ia ser. Por isso contrariei todos aqueles que me disseram que eu ia lá apenas para aprofundar a dor que me corroía. Confesso que por momentos eu achei o mesmo, mas achei que tinha de ser feito. Aquela coisa do que arde cura.
A verdade é que nem eu nos meus dias mais optimistas achei que a coisa corresse tão bem. Não houve o menor momento em que não me sentisse perfeitamente tranquila, pacifica e feliz. Diria até que foi uma noite de Ritinha no seu melhor.
Mas a epifania aparece quando a minha cabeça bate a almofada. Acho eu. E quando permito que toda esta história volte a passar pela minha cabeça estilo filme português, lento e mudo. O que correu de mal no meio disto tudo foi que eu tinha algo de bom na mão, toda a gente dizia que era bom, toda a gente dizia que é aquilo que se procura e se quer, e eu olhava para o que tinha na mão ainda um pouco com desconfiança e naquela de não saber bem se queria ficar com aquilo. Até ao dia em que me tiram aquilo da mão, sem eu ter hipótese de dizer se queria ou não. Conclusão, aquilo que eu não sabia se queria é agora algo que eu quero desesperadamente de volta. E acho que foi a partir daqui que tudo o que já era um grande turbilhão de emoções ficou ainda pior.
Agora, que passou algum tempo e que eu tive hipótese de voltar a lidar de perto com o problema, apercebo-me que de alguma forma tudo foi demasiado intenso desde o primeiro minuto. E por isso respiramos fundo ontem, e por isso chegamos à conclusão que agora é preciso fazer um esforço para não desleixar demasiado as coisas. Porque depois de algo intenso temos tendência a procurar calma, mas demasiada calma aqui poderia acabar com aquilo que podemos ser um para o outro.
Portanto, e para que se saiba, ainda te adoro assim, montes! E acho que vale a pena o esforço de não nos tornarmos apenas mais duas pessoas que um dia se conheceram. Porque, sabes bem, ninguém ri como nós!
(hoje é um bocadinho tarde, mas eu precisava de deitar isto cá pa fora, e só agora consegui parar. Amanhã venho reler isto, ok?)
A verdade é que nem eu nos meus dias mais optimistas achei que a coisa corresse tão bem. Não houve o menor momento em que não me sentisse perfeitamente tranquila, pacifica e feliz. Diria até que foi uma noite de Ritinha no seu melhor.
Mas a epifania aparece quando a minha cabeça bate a almofada. Acho eu. E quando permito que toda esta história volte a passar pela minha cabeça estilo filme português, lento e mudo. O que correu de mal no meio disto tudo foi que eu tinha algo de bom na mão, toda a gente dizia que era bom, toda a gente dizia que é aquilo que se procura e se quer, e eu olhava para o que tinha na mão ainda um pouco com desconfiança e naquela de não saber bem se queria ficar com aquilo. Até ao dia em que me tiram aquilo da mão, sem eu ter hipótese de dizer se queria ou não. Conclusão, aquilo que eu não sabia se queria é agora algo que eu quero desesperadamente de volta. E acho que foi a partir daqui que tudo o que já era um grande turbilhão de emoções ficou ainda pior.
Agora, que passou algum tempo e que eu tive hipótese de voltar a lidar de perto com o problema, apercebo-me que de alguma forma tudo foi demasiado intenso desde o primeiro minuto. E por isso respiramos fundo ontem, e por isso chegamos à conclusão que agora é preciso fazer um esforço para não desleixar demasiado as coisas. Porque depois de algo intenso temos tendência a procurar calma, mas demasiada calma aqui poderia acabar com aquilo que podemos ser um para o outro.
Portanto, e para que se saiba, ainda te adoro assim, montes! E acho que vale a pena o esforço de não nos tornarmos apenas mais duas pessoas que um dia se conheceram. Porque, sabes bem, ninguém ri como nós!
(hoje é um bocadinho tarde, mas eu precisava de deitar isto cá pa fora, e só agora consegui parar. Amanhã venho reler isto, ok?)
17 July 2007
16 July 2007
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Hoje acordei para uma casa vazia, imunda e sem luz. Não tinha televisão, não tinha pc, não tinha poker, não tinha o que almoçar e entretanto fiquei sem forma de ser contactada porque a bateria acabou nos dois telemóveis. O mundo contra mim? Não, isso seria eu com a mania da perseguição.
Como nem o telefone de casa funciona sem electricidade porque é mais uma coisa toda xpto dos tempos modernos, achei melhor bazar. Até porque acho que dava uma coisa mázinha à minha mãe se ela me ligasse o dia todo e eu não atendesse, tendo apenas em conta que da ultima vez que ela me ligou eu estava desfeita em lágrimas. (sim, eu sei, foi muito inteligente da minha parte lixar as férias aos meus pais, deixando-os preocupados os restantes 3 dias que estão fora. Não olhes pra mim com essa cara, aconteceu fodasse!).
Agora estou aqui a pensar que estou aqui a fazer, os exercícios de reactores dão-me dores de cabeça, a minha força de vontade morreu à muito, estou exausta, cansada, porca e de mau humor. E de alguma forma sei que o meu dia só pode piorar. Chamem-me parva, gosto de saídas fáceis, e desta vez, era mais fácil acontecer-me alguma coisa no caminho para casa.
Como nem o telefone de casa funciona sem electricidade porque é mais uma coisa toda xpto dos tempos modernos, achei melhor bazar. Até porque acho que dava uma coisa mázinha à minha mãe se ela me ligasse o dia todo e eu não atendesse, tendo apenas em conta que da ultima vez que ela me ligou eu estava desfeita em lágrimas. (sim, eu sei, foi muito inteligente da minha parte lixar as férias aos meus pais, deixando-os preocupados os restantes 3 dias que estão fora. Não olhes pra mim com essa cara, aconteceu fodasse!).
Agora estou aqui a pensar que estou aqui a fazer, os exercícios de reactores dão-me dores de cabeça, a minha força de vontade morreu à muito, estou exausta, cansada, porca e de mau humor. E de alguma forma sei que o meu dia só pode piorar. Chamem-me parva, gosto de saídas fáceis, e desta vez, era mais fácil acontecer-me alguma coisa no caminho para casa.
Mais algumas notas soltas:
- continuo triste porque continuo sem gelatina;
- fiquei ainda mais triste porque não tenho como fazer gelatina porque o frigorífico, o fogão e o microondas não funcionam sem electricidade;
- fiquei mesmo mesmo feliz com o fim do meu dia de ontem;
- e fiquei mesmo mesmo triste com uma pequena coisa da qual me acabei de aperceber e que espero me esteja a levar a conclusões completamente erradas porque acima de tudo quero que sejas muito feliz;
- não faço a minha cama à uma semana;
- e não consigo convencer-me a trocar os lençóis à mais de 2 semanas com a ideia que um pouco de ti ainda está lá comigo quando eu vou dormir.
Tirando isso, tudo ok.
- continuo triste porque continuo sem gelatina;
- fiquei ainda mais triste porque não tenho como fazer gelatina porque o frigorífico, o fogão e o microondas não funcionam sem electricidade;
- fiquei mesmo mesmo feliz com o fim do meu dia de ontem;
- e fiquei mesmo mesmo triste com uma pequena coisa da qual me acabei de aperceber e que espero me esteja a levar a conclusões completamente erradas porque acima de tudo quero que sejas muito feliz;
- não faço a minha cama à uma semana;
- e não consigo convencer-me a trocar os lençóis à mais de 2 semanas com a ideia que um pouco de ti ainda está lá comigo quando eu vou dormir.
Tirando isso, tudo ok.
15 July 2007
14 July 2007
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Porque eu gosto sempre de fechar os capítulos da minha vida, e acho que escrever aqui neste cantinho ajuda sempre, acho que está na altura de fechar mais uma porta.
Eu sei que isto tudo passou ao lado de muita gente, como a maioria de todos os outros capítulos que eu já fechei, e sei que, desta vez, poucos foram aqueles que conseguíram fazer o esforço para compreender. Mas isso são coisa em que mais tarde pensarei.
Eu tento lembrar-me do pouco tempo que passou, tento manter presente que as coisas não foram feitas com a consciência e a calma que exigiam. Embora a dúvida assombrasse cada passo do caminho, havia em mim qualquer coisa de diferente desta vez. Acho que foi o reencontro com uma pessoa que não encontrava em mim à muito anos. Seria errado falar em inocência, porque 'aquela' inocência nunca volta, mas aquela pessoas mimalha e carinhosa que eu já não sabia que existia, mostrou-se um pouquinho. E é a isso que eu tenho de me agarrar, há memória que despertaste em mim alguém que eu achei que tinha morrido. Mas é inevitável a dor que fica de a ver fugir de novo para dentro daquela concha onde esteve até agora. E pensar, quanto mais tempo ela permanecerá lá até que alguém a traga de volta. E se ela não volta? E se ela se farta de esperar? E o que resta de mim sem ela de novo?
Não há muita coisa que eu possa dizer que fizeste de errado. Todos nós cometemos erros, todos nós temos defeitos, e são esses defeitos que fazem de nós únicos e no teu caso, adoráveis. Mas há um dia, e uma coisa, que eu não te perdoou. Não consigo. Aquele dia em que almoçamos juntos e no caminho para, me paraste na esquina de um prédio, me abraçaste, e me fizeste olhar, e acreditar, por dois minutos que tenha sido, num sonho que eu tinha morto à muitos anos atrás. E não tinhas esse direito. Não tinhas.
Agora tudo em nós tem de renascer e recomeçar, de uma forma que nenhum de nós sabe como fazer, mas que um de nós se recusa a não fazer em vez de simplesmente deixar tudo em nós morrer. E eu não sei como. E eu não sei quando. E eu não sei se consigo. E esqueci-me de novo, porquê?
Eu sei que isto tudo passou ao lado de muita gente, como a maioria de todos os outros capítulos que eu já fechei, e sei que, desta vez, poucos foram aqueles que conseguíram fazer o esforço para compreender. Mas isso são coisa em que mais tarde pensarei.
Eu tento lembrar-me do pouco tempo que passou, tento manter presente que as coisas não foram feitas com a consciência e a calma que exigiam. Embora a dúvida assombrasse cada passo do caminho, havia em mim qualquer coisa de diferente desta vez. Acho que foi o reencontro com uma pessoa que não encontrava em mim à muito anos. Seria errado falar em inocência, porque 'aquela' inocência nunca volta, mas aquela pessoas mimalha e carinhosa que eu já não sabia que existia, mostrou-se um pouquinho. E é a isso que eu tenho de me agarrar, há memória que despertaste em mim alguém que eu achei que tinha morrido. Mas é inevitável a dor que fica de a ver fugir de novo para dentro daquela concha onde esteve até agora. E pensar, quanto mais tempo ela permanecerá lá até que alguém a traga de volta. E se ela não volta? E se ela se farta de esperar? E o que resta de mim sem ela de novo?
Não há muita coisa que eu possa dizer que fizeste de errado. Todos nós cometemos erros, todos nós temos defeitos, e são esses defeitos que fazem de nós únicos e no teu caso, adoráveis. Mas há um dia, e uma coisa, que eu não te perdoou. Não consigo. Aquele dia em que almoçamos juntos e no caminho para, me paraste na esquina de um prédio, me abraçaste, e me fizeste olhar, e acreditar, por dois minutos que tenha sido, num sonho que eu tinha morto à muitos anos atrás. E não tinhas esse direito. Não tinhas.
Agora tudo em nós tem de renascer e recomeçar, de uma forma que nenhum de nós sabe como fazer, mas que um de nós se recusa a não fazer em vez de simplesmente deixar tudo em nós morrer. E eu não sei como. E eu não sei quando. E eu não sei se consigo. E esqueci-me de novo, porquê?
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